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Por que as organiza??es l¨ªderes conectam a experi¨ºncia do funcion¨¢rio ¨¤ experi¨ºncia do cliente

Por que as organiza??es l¨ªderes conectam a experi¨ºncia do funcion¨¢rio ¨¤ experi¨ºncia do cliente

Se uma empresa deseja melhorar a experi¨ºncia do cliente, examinar e aprimorar a experi¨ºncia do funcion¨¢rio ¨¦ o ponto de partida. David Brodeur-Johnson, da Forrester, e Melissa Arronte, da ÌÇÐÄÔ­´´, explicam o impacto significativo sobre a fidelidade e a reten??o do cliente quando os funcion¨¢rios sentem que suas vozes s?o ouvidas.

A experi¨ºncia do cliente (CX) e a experi¨ºncia do funcion¨¢rio (EX) n?o devem ser vistas como estranhas em uma organiza??o. Na verdade, muito pelo contr¨¢rio - eles devem se sentir como melhores amigos. Onde um vai, o outro segue.

As organiza??es bem-sucedidas n?o priorizam apenas os dois. Em vez disso, as marcas l¨ªderes em todos os setores tamb¨¦m se concentram em conectar a CX ¨¤ EX e vice-versa. Como se v¨º, as empresas obt¨ºm melhores resultados comerciais quando os funcion¨¢rios s?o incentivados e capacitados a usar suas vozes para promover mudan?as positivas em toda a organiza??o, criando assim melhores experi¨ºncias para os clientes.

Isso s¨® pode ser feito quando as organiza??es evolu¨ªrem para al¨¦m das pesquisas anuais de engajamento e come?arem a ouvir e compreender continuamente seus funcion¨¢rios e, em seguida, tomarem medidas significativas com base em seu feedback.

, analista principal da , juntou-se recentemente a , diretora de solu??es da ÌÇÐÄÔ­´´, para uma conversa aprofundada sobre a conex?o entre a experi¨ºncia do funcion¨¢rio e a experi¨ºncia do cliente.

Aqui est?o os destaques de sua discuss?o, que tamb¨¦m destaca as pr¨¢ticas recomendadas a serem seguidas por uma organiza??o.

A liga??o entre EX e CX, com David Brodeur-Johnson, da Forrester, e Melissa Arronte, da ÌÇÐÄÔ­´´

Qual ¨¦ a rela??o entre a experi¨ºncia do cliente (CX) e a experi¨ºncia do funcion¨¢rio (EX)?

Melissa Arronte: As pessoas geralmente veem a liga??o entre a experi¨ºncia do funcion¨¢rio e a experi¨ºncia do cliente como simplesmente "funcion¨¢rios felizes s?o iguais a clientes felizes". Entretanto, esse n?o ¨¦ o caso. Os varejistas, por exemplo, podem deixar os funcion¨¢rios felizes eliminando os turnos de fim de semana e noturnos, mas os clientes n?o ficariam felizes com a redu??o do tempo de compras durante os hor¨¢rios mais populares. Um lado est¨¢ feliz e o outro n?o.

Os problemas dos clientes geralmente come?am com um problema enraizado na experi¨ºncia do funcion¨¢rio, um problema que o funcion¨¢rio n?o consegue superar e que ¨¦ exposto ao cliente.

D¨º uma olhada neste exemplo: Um funcion¨¢rio de um banco vai trabalhar para ajudar os clientes a alcan?ar o sucesso financeiro, e o banqueiro obt¨¦m significado e satisfa??o ao ajudar os clientes. Ao trabalhar para ajudar os clientes, os banc¨¢rios encontram obst¨¢culos, como processos demorados, diretrizes desatualizadas ou etapas manuais que deveriam ser automatizadas. Obst¨¢culos como esses impedem a capacidade do banc¨¢rio de ajudar os clientes, resultando em um servi?o mais lento ou em erros que acabam frustrando o cliente.

Capacitar os funcion¨¢rios a identificar e sugerir solu??es para esses tipos de obst¨¢culos ¨¦ a maneira mais direta pela qual a EX afeta a CX.

David Brodeur-Johnson: A resposta a essa pergunta poderia preencher um livro, mas o falecido , fundador da , foi quem a disse melhor: "Se os funcion¨¢rios estiverem em primeiro lugar, eles ficar?o felizes. Um funcion¨¢rio feliz trata bem o cliente. O cliente fica feliz e, portanto, volta sempre, o que agrada aos acionistas. Esse n?o ¨¦ um dos mist¨¦rios verdes mais duradouros de todos os tempos, ¨¦ simplesmente a maneira como funciona."

Nas ¨²ltimas duas d¨¦cadas, in¨²meros estudos e l¨ªderes empresariais refor?aram essa vis?o. Em nossa pr¨®pria pesquisa, descobrimos que as tr¨ºs alavancas mais importantes da experi¨ºncia do cliente ao interagir com uma empresa s?o efic¨¢cia, facilidade e emo??o. Em outras palavras: Eles fizeram o que se propuseram a fazer? Foi f¨¢cil fazer isso? E como eles se sentiram? Quando as empresas fazem isso corretamente, elas obt¨ºm maior reten??o e fidelidade dos clientes.

E para a experi¨ºncia do funcion¨¢rio, as tr¨ºs alavancas s?o capacita??o, inspira??o e habilita??o. Quando eles fazem isso direito para seu pessoal, eles desfrutam de um maior envolvimento dos funcion¨¢rios. Funcion¨¢rios engajados criam produtos melhores e aplicam plenamente seus talentos e habilidades para atender melhor aos clientes. Portanto, a liga??o ¨¦ um maior envolvimento dos funcion¨¢rios, o que leva a uma maior fidelidade do cliente.

Quais s?o alguns dos obst¨¢culos que as organiza??es precisam superar para unir os programas CX e EX?

Melissa: O principal obst¨¢culo est¨¢ em nossa maneira de pensar. Muitas vezes pensamos em EX e CX em silos. Na experi¨ºncia do funcion¨¢rio, tendemos a nos concentrar nas coisas que o RH pode fazer, em vez de pensar que todas as ¨¢reas da empresa t¨ºm algum impacto sobre a experi¨ºncia do funcion¨¢rio. Na CX, geralmente nos concentramos em ajustar jornadas, produtos, pol¨ªticas e muito mais, mas muitas vezes sem a contribui??o dos funcion¨¢rios.

Tamb¨¦m costumamos nos concentrar em resultados diferentes para a EX e a CX, como a reten??o de funcion¨¢rios e a fidelidade do cliente, respectivamente, em vez de nos alinharmos em resultados comuns. Se colocarmos um ¨²nico foco na EX e na CX, como, por exemplo, cumprir a promessa de nossa marca aos clientes, poderemos alinhar a experi¨ºncia e definir claramente o que significa ser focado no cliente e apoiar os funcion¨¢rios.

Veja um exemplo: Uma organiza??o pode prometer aos clientes que eles podem confiar em uma companhia de seguros para proteg¨º-los. Todos entendem que nosso objetivo centrado no cliente ¨¦ a confian?a e n?o apenas ser amig¨¢vel ou r¨¢pido e conveniente. Voc¨º priorizou a confian?a e, ao fazer isso, deve projetar as experi¨ºncias dos clientes e dos funcion¨¢rios para maximizar esse valor. Isso significa implementar pol¨ªticas que mostrem aos nossos funcion¨¢rios que confiamos neles.

EX e CX conectados t¨ºm a ver com a intera??o entre dois seres humanos. As pessoas naturalmente querem uma intera??o positiva e ¨²til. Queremos criar as condi??es para que isso seja f¨¢cil; no entanto, muitas vezes, sem querer, dificultamos essa intera??o com nossos processos e pol¨ªticas. Identifique esse atrito e remova todas as barreiras para facilitar melhores intera??es entre humanos.

David: Embora possamos identificar as conex?es entre uma excelente experi¨ºncia do funcion¨¢rio e uma excelente experi¨ºncia do cliente, devemos nos lembrar de que as duas ¨¢reas t¨ºm objetivos e psicologia subjacentes diferentes. Portanto, a maior barreira ¨¦ entender e honrar essas diferen?as para que possam ser gerenciadas de forma eficaz por diferentes partes da organiza??o e, ainda assim, integradas de forma eficaz para criar experi¨ºncias excelentes para clientes e funcion¨¢rios.

Os clientes t¨ºm experi¨ºncias com as organiza??es com as quais fazem neg¨®cios em momentos relativamente breves e pouco frequentes - portanto, h¨¢ muito em jogo nesses momentos, e a pr¨¢tica da CX tem muito a ver com fazer com que cada um desses momentos seja o melhor poss¨ªvel. Em contrapartida, a EX ¨¦ algo que os funcion¨¢rios vivenciam todos os dias, durante v¨¢rias horas por dia, muitas vezes por anos a fio. E o mosaico de coisas que afetam seu estado emocional e sua disposi??o de dar o melhor de si ¨¦ rico e variado. Se eles confiam em seus gerentes, se sentem que t¨ºm os recursos necess¨¢rios para ter sucesso em seu trabalho e se seus pr¨®prios valores est?o alinhados com os valores de suas organiza??es s?o dimens?es significativas que exigem ferramentas e conhecimentos especializados para serem medidas e melhoradas.

As perguntas que voc¨º faz em uma pesquisa, como voc¨º identifica as pessoas a serem pesquisadas, com quais sistemas voc¨º precisa se integrar para automatizar um programa de pesquisa, como aproveitar e analisar os dados sociais da empresa para obter sentimentos e qual ci¨ºncia voc¨º usa para entender os resultados s?o muito diferentes entre as pr¨¢ticas e ferramentas de CX e EX.

Com esse entendimento, voc¨º pode construir credibilidade com os l¨ªderes executivos e outras pessoas nas organiza??es que voc¨º deve influenciar para levar o EX adiante. Isso nos leva ao segundo grande obst¨¢culo: a conscientiza??o e o amplo apoio ao EX com RH, vendas, opera??es, TI, comunica??es corporativas, jur¨ªdico, conformidade e outros.

O EX afeta todos os departamentos, e cada um deles desempenha um papel fundamental na realiza??o de melhorias duradouras. Para aceitar isso e fazer a sua parte, esses outros l¨ªderes precisam de um entendimento comum baseado em ci¨ºncia e dados, mas tamb¨¦m precisam do insight que uma estrat¨¦gia eficaz de escuta de EX pode trazer para ajudar a orientar seu pensamento, de modo que possam tomar decis?es mais informadas que promovam um EX excelente.

Como a escuta e a an¨¢lise dos funcion¨¢rios apoiam a conex?o EX-CX?

Melissa: O uso de uma escuta mais frequente e menos estruturada dos funcion¨¢rios, combinado com dados de sinais que oferecem insights sobre a experi¨ºncia dos funcion¨¢rios, facilita muito a compreens?o de onde os funcion¨¢rios precisam de mais capacita??o ou empoderamento para atender aos clientes. Compara??es simples entre equipes, departamentos e locais com pontua??es altas e baixas de clientes com a riqueza de dados EX nos permitem ver quais condi??es EX s?o diferentes entre grupos de alto e baixo desempenho.

Podemos at¨¦ mesmo usar esses dados para criar alertas para equipes em risco de receber baixas pontua??es de clientes e modelos preditivos para entender os funcion¨¢rios em risco de rotatividade ou esgotamento, a fim de intervir para reduzi-los proativamente.

David: Historicamente, as empresas n?o disp?em dos dados ou do conhecimento cient¨ªfico para projetar um programa abrangente de escuta que possa vincular EX a resultados comerciais, inclusive CX, de forma confi¨¢vel e repet¨ªvel. Mas isso est¨¢ mudando ¨¤ medida que mais formas de coletar dados de mais fontes e reuni-los em um quadro mais completo se tornam dispon¨ªveis, e o poder que esses insights t¨ºm se torna mais evidente.

A Forrester publicou uma pesquisa demonstrando que um dos aspectos que diferenciam as organiza??es obcecadas pelo cliente ¨¦ o fato de serem orientadas por insights, o que significa que elas re¨²nem muitos dados e os utilizam de forma inovadora para obter mais insights sobre as experi¨ºncias dos clientes e dos funcion¨¢rios, a fim de melhor¨¢-las.

Mais importante ainda, os funcion¨¢rios geralmente est?o na melhor posi??o para ver e entender como a experi¨ºncia do cliente pode ser melhor e, como mais organiza??es obtiveram sucesso com a explora??o dessa rica fonte de insights, isso est¨¢ levando mais organiza??es a fazer o mesmo.

Como as organiza??es est?o atribuindo o retorno sobre o investimento (ROI) ao impacto do EX na CX? Como a organiza??o pode medir o sucesso dos funcion¨¢rios e sua rela??o com a fidelidade do cliente e a receita?

Melissa: Temos a sorte de contar agora com plataformas que re¨²nem facilmente dados de funcion¨¢rios e clientes para obter insights e a??es. Podemos ver um problema do cliente em uma pesquisa ou em outros sinais e analisar os dados dos funcion¨¢rios para entender o que est¨¢ causando o problema do cliente ou perguntar aos funcion¨¢rios a causa do problema. Em seguida, podemos medir diretamente os resultados, como a melhoria da satisfa??o do cliente, o aumento das vendas ou a redu??o de custos, como resultado da aplica??o da solu??o do funcion¨¢rio para o problema do cliente.

Com os dados de EX e de CX em uma ¨²nica plataforma, voc¨º tem muitas maneiras de avaliar o impacto de uma mudan?a de EX - como a remo??o de um obst¨¢culo de um funcion¨¢rio para prestar servi?os aos clientes - na CX por meio da an¨¢lise dos coment¨¢rios dos clientes, do sentimento dos clientes, das chamadas dos clientes sobre problemas e muito mais.

David: Infelizmente, ¨¦ dif¨ªcil medir o ROI direto dos investimentos do EX em CX porque grande parte dele parece intang¨ªvel. Mas ¨¦ importante lembrar que, quando dizemos intang¨ªvel, o que queremos dizer ¨¦ que ¨¦ dif¨ªcil de medir, n?o que seja menos real.

O que parece funcionar ¨¦ come?ar com um conjunto de m¨¦tricas de CX, como satisfa??o ou reten??o do cliente, e explorar diferentes cen¨¢rios de investimento em EX para ver como cada um deles provavelmente influenciar¨¢ as m¨¦tricas de CX e definir as prioridades de acordo. Em seguida, volte depois de fazer os investimentos para ver se os resultados de CX foram alcan?ados e quanto disso pode ser atribu¨ªdo a eles.

Entenda e atenda ¨¤s necessidades dos funcion¨¢rios para obter melhores resultados comerciais

CX e EX andam de m?os dadas. N?o importa se voc¨º est¨¢ apenas lan?ando programas ou se j¨¢ tem programas estabelecidos em andamento, ¨¦ importante ter isso em mente. O que voc¨º descobrir¨¢ ¨¦ que, quando o feedback do cliente ¨¦ negativo por qualquer motivo espec¨ªfico, a raiz geralmente est¨¢ relacionada a um problema que seus pr¨®prios funcion¨¢rios est?o enfrentando, mas que podem resolver.

Confira nosso guia, , para descobrir o que os l¨ªderes com d¨¦cadas de experi¨ºncia no lan?amento e no avan?o de iniciativas de EX dizem ser necess¨¢rio para obter sucesso.


Autor

Justin Herrick

Como rep¨®rter de tecnologia que se tornou profissional de marketing, a curiosidade natural de Justin para explorar setores exclusivos permite que ele descubra como o gerenciamento de experi¨ºncias desempenha um papel fundamental na tomada de decis?es das organiza??es.
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