Al¨¦m dos pontos de contato: Dominando a mentalidade da jornada do cliente
6 de novembro de 2025
·¡³æ±è±ð°ù¾±¨º²Ô³¦¾±²¹ do cliente
Aqui est?o exemplos reais de como os l¨ªderes de CX superam barreiras como silos de dados e lacunas de responsabilidade, concentrando-se em jornadas de alto impacto.
A medi??o da experi¨ºncia do cliente est¨¢ quebrada. Durante anos, as empresas buscaram feedback, mas tiveram dificuldades para transformar os dados em mudan?as significativas. Por qu¨º? Porque a medi??o de momentos isolados deixa de lado o panorama geral.
As empresas que liberam valor real deixaram de se concentrar em pontos de contato individuais para entender as jornadas de ponta a ponta dos clientes.
, o desempenho da jornada se correlaciona mais fortemente com as m¨¦tricas de neg¨®cios do que o desempenho do ponto de contato. Por exemplo, crescimento da receita, compras repetidas e redu??o da rotatividade. No entanto, apesar dos benef¨ªcios claros, muitas organiza??es lutam para fazer a mudan?a. As barreiras comuns incluem:
- Complexidade da jornada: decidir quais jornadas medir e melhorar.
- Responsabilidade: cria??o de estruturas para propriedade compartilhada em toda a jornada.
- Metodologia de medi??o: compreender como a jornada realmente se desenvolve, incluindo pontos de contato ocultos ou perdidos.
Vamos explorar como as empresas l¨ªderes est?o superando essas barreiras, transformando a mentalidade de jornada em realidade operacional.
Quais jornadas ±¹´Ç³¦¨º deve medir?
, o Lloyds Banking Group reorganizou suas opera??es em torno de 10 jornadas principais do cliente, um excelente exemplo de mudan?a para a medi??o da jornada. Eles foram al¨¦m da otimiza??o de canais digitais individuais e passaram a reformular as experi¨ºncias dos clientes de ponta a ponta. Isso envolveu a cria??o de "laborat¨®rios de jornada" multifuncionais compostos por equipes de propriet¨¢rios de produtos, designers de experi¨ºncia do cliente, tecn¨®logos digitais e arquitetos de neg¨®cios que trabalham de forma colaborativa para acelerar a entrega e melhorar os resultados dos clientes.?
Mas quantas jornadas ±¹´Ç³¦¨º deve medir? E por onde ±¹´Ç³¦¨º deve come?ar?
Uma pr¨¢tica recomendada ¨¦ identificar e se concentrar nas principais jornadas que representam os principais objetivos que os clientes est?o tentando alcan?ar. Por exemplo, no setor banc¨¢rio, isso pode ser: Eu embarco, sou propriet¨¢rio de uma casa, busco financiamento, engajo-me no suporte ou preparo-me para a aposentadoria. No setor de telecomunica??es (telco), o n¨²mero de jornadas pode ser diferente, mas pode incluir: eu exploro, eu considero, eu compro, eu come?o, eu engajo suporte, eu uso, monitoro, gerencio e pago, eu melhoro, eu saio.?
N?o h¨¢ uma regra ¨²nica para o n¨²mero de viagens.
Aqui est¨¢ outro exemplo: Um grande fornecedor europeu de servi?os p¨²blicos h¨¢ muito tempo coletava feedback de pontos de contato. Inicialmente, esse feedback era acion¨¢vel - clientes de varejo relatando longos tempos de espera levaram a ajustes na equipe. Mas as limita??es logo ficaram claras. Os propriet¨¢rios dos pontos de contato controlavam apenas parte da experi¨ºncia. Por exemplo, a equipe de cobran?a recebeu pontua??es ruins em rela??o ¨¤ precis?o das faturas, mas o problema principal eram os dados incorretos do sistema de medi??o, que n?o eram de sua compet¨ºncia.
A empresa passou a adotar um modelo ¨¢gil com "tribos" alinhadas a jornadas de ponta a ponta, como "eu entro", "eu uso", "eu preciso de ajuda", "eu saio", "eu reclamo". Isso lan?ou as bases para a medi??o da jornada.
A empresa se concentrou primeiro na jornada mais cara: eu reclamo. As reclama??es estavam drenando tanto o custo quanto a boa vontade. Os clientes descreviam v¨¢rias liga??es para resolver problemas simples, sendo transferidos entre departamentos e longos atrasos para corre??es. Cada etapa extra aumentava os custos de manuseio, o risco regulat¨®rio e a rotatividade.
Ao considerar as reclama??es como uma jornada em vez de intera??es isoladas, a equipe identificou falhas nas transfer¨ºncias e reformulou a experi¨ºncia. Quando os l¨ªderes perceberam o impacto no custo e na rotatividade, expandiram a medi??o baseada na jornada para toda a empresa.
A conclus?o: N?o existe um caminho ¨²nico para adotar a medi??o da jornada. O impacto ¨¦ fundamental. Comece com jornadas de alto impacto e compartilhe hist¨®rias de sucesso para ganhar tra??o.
Quem ¨¦ o dono da jornada? Como as marcas l¨ªderes eliminam os silos
A medi??o da jornada tem pouco significado se ningu¨¦m for respons¨¢vel pelo aprimoramento. A maioria das jornadas abrange departamentos (por exemplo, vendas, produtos, faturamento, suporte), criando uma propriedade fragmentada e limitando a a??o.
Veja a jornada de integra??o de uma empresa de telecomunica??es do Reino Unido. Ela come?a na inscri??o e continua at¨¦ a entrega e a primeira fatura. As vendas fecham o neg¨®cio, o produto cuida da entrega e o faturamento gerencia as faturas. Sem propriedade de ponta a ponta, ningu¨¦m resolve os problemas entre as etapas: atrasos, falhas de comunica??o ou frustra??o do cliente. Cada equipe otimiza a sua parte, mas o cliente continua enfrentando os problemas.
Poucas organiza??es t¨ºm estruturas formais para a responsabilidade compartilhada da jornada. Passar de "otimizar meu caminho" para "otimizar todo o caminho" exige colabora??o multifuncional, propriedade clara e mudan?a cultural. Isso precisa ser liderado a partir do topo.
Um banco escandinavo lidou diretamente com isso. Anteriormente, as equipes eram respons¨¢veis por produtos ou canais. Mas quando os clientes mudavam entre as experi¨ºncias on-line e nas ag¨ºncias, n?o ficava claro quem era o respons¨¢vel. O atrito era real.
O ponto de virada? A lideran?a declarou: "Estamos mudando para uma mentalidade de jornada". Eles se concentraram em campanhas para que as pessoas de toda a empresa se sentissem confort¨¢veis. A equipe de CX apoiou a transi??o com educa??o interna, gerenciamento de mudan?as, semin¨¢rios, webinars, CX Days - at¨¦ mesmo um podcast. Eles realizaram pesquisas com os funcion¨¢rios para monitorar a compreens?o e o alinhamento. O diretor de clientes tamb¨¦m se certificou de que as revis?es trimestrais entre a ger¨ºncia s¨ºnior envolvessem uma revis?o das "experi¨ºncias de jornada".
Principal conclus?o: A responsabilidade n?o acontece por padr?o. As empresas l¨ªderes designam os respons¨¢veis pela jornada e investem em comunica??o, educa??o e alinhamento da lideran?a para mobilizar a empresa e apoi¨¢-los. Os respons¨¢veis pela jornada geralmente s?o colegas seniores, tomadores de decis?o e influenciadores. Eles precisam trabalhar de forma multifuncional para resolver problemas estruturais e influenciar a diretoria para obter o or?amento.?
Metodologia de medi??o, silos de dados e fragmenta??o
Mesmo com a propriedade em vigor, muitas organiza??es t¨ºm dificuldade para medir as jornadas de forma eficaz. A maioria depende de pesquisas no final da jornada. Essa abordagem muitas vezes ¨¦ insuficiente.
Por qu¨º? Porque ele deixa passar sinais cr¨ªticos. As principais intera??es, como navega??o, desist¨ºncias ou desvios de chamadas, n?o s?o capturadas pelas pesquisas tradicionais. Pior ainda, a maior parte do feedback vem dos clientes que concluem a jornada, ignorando aqueles que a abandonam.
Uma empresa global de telecomunica??es enfrentou esse problema recentemente. Seu NPS de jornada (jNPS) pesquisava apenas os clientes que conclu¨ªam a jornada. Eles perderam os sinais daqueles com maior risco de rotatividade porque n?o conclu¨ªram a jornada, sem mencionar que as taxas de resposta da pesquisa estavam diminuindo.?
Eles fecharam a lacuna combinando an¨¢lises operacionais e da Web. Usando o ÌÇÐÄÔ´´ Digital Experience Analytics (DXA), eles mapearam os fluxos digitais e atribu¨ªram pontua??es de experi¨ºncia de p¨¢gina, que foram transformadas em pontua??es de experi¨ºncia de jornada. Isso revelou pontos de atrito mais cedo nas jornadas dos clientes e permitiu corre??es proativas.
Da mesma forma, uma seguradora global melhorou os insights ao alimentar o feedback ÌÇÐÄÔ´´ em seu lago de dados corporativos. Combinando dados de CX com m¨¦tricas operacionais, eles criaram pain¨¦is para cada jornada (compra, reclama??es, suporte, renova??o, maturidade, cancelamento), dando aos propriet¨¢rios da jornada visibilidade acion¨¢vel de ponta a ponta.
Fidelity International Sua equipe de an¨¢lise combina metadados comportamentais com o feedback do NPS, o que permite identificar com mais precis?o onde concentrar as melhorias na jornada. Isso resulta em insights mais profundos sobre os clientes do que nos anos anteriores.
O verdadeiro desafio ¨¦ que os dados dos pontos de contato vivem em silos: CRMs, t¨ªquetes de suporte, ferramentas de marketing, entre outros. A medi??o da jornada requer a uni?o desses dados. Sem dados integrados, ¨¦ quase imposs¨ªvel entender como os problemas aumentam ou se propagam pelos canais.
Principais conclus?es: Medir o desempenho da jornada exige mais do que apenas analisar os resultados da pesquisa. Ela exige uma vis?o integrada para capturar o quadro completo. Isso envolve a combina??o de feedback do ponto de contato, an¨¢lise da jornada, dados operacionais e comportamento digital, incluindo abandonos silenciosos.
Transformando a medi??o em mudan?as significativas
As jornadas dos clientes refletem como as pessoas realmente vivenciam sua empresa - e n?o como ela est¨¢ estruturada internamente. Embora muitas empresas ainda me?am intera??es isoladas, os verdadeiros l¨ªderes est?o mudando para o pensamento baseado na jornada para obter insights mais profundos e maior impacto.
Eles n?o est?o apenas redesenhando pesquisas. Elas est?o criando uma responsabilidade multifuncional, integrando dados operacionais e comportamentais e incorporando a propriedade da jornada ¨¤ cultura. Elas tratam a medi??o da jornada n?o como um projeto de experi¨ºncia do cliente, mas como uma capacidade organizacional essencial.
Por onde come?ar? Escolha uma jornada de alto impacto - emocionalmente carregada, financeiramente cara ou vivenciada com frequ¨ºncia. Nomeie um respons¨¢vel claro. Mapeie a experi¨ºncia completa, incluindo os que desistem. Integre feedback, opera??es e dados anal¨ªticos.
Use as primeiras vit¨®rias para criar impulso e provar o valor internamente.
O resultado final? A medi??o por si s¨® n?o melhora as experi¨ºncias. Mas quando ±¹´Ç³¦¨º trata as jornadas como a unidade de mudan?a - e capacita as equipes a agir - ±¹´Ç³¦¨º transforma insights em resultados.
Para obter mais orienta??es, n?o deixe de baixar . Esse manual pr¨¢tico divide a moderniza??o em etapas claras e vi¨¢veis, desde a defini??o do "porqu¨º" e a garantia de patroc¨ªnio at¨¦ o mapeamento de jornadas, a integra??o de dados e a cria??o de uma cultura em que os insights levam a a??es reais..