Publicado originalmente em 1936, o livro ^Como Conquistar Amigos e Influenciar Pessoas ̄, de Dale Carnegie, └ um , gra?as ┐s orienta??es atemporais que oferece sobre como se comunicar de forma mais eficaz, fazer com que os outros entendam seu ponto de vista e realizar mais tarefas.
A ideia central de Carnegie, de que a influ┷ncia deve ser conquistada e n?o exigida, continua v│lida nos ambientes corporativos atuais. Os programas de CX, em particular, muitas vezes esbarram em obst│culos ao tentar promover a colabora??o interfuncional, enfrentando barreiras pol┴ticas, disputas de jurisdi??o e or?amentos desalinhados, segundo , consultor executivo do setor na 滅伉圻幹.
Para superar esse desalinhamento, └ preciso mudar sua abordagem: em vez de simplesmente exigir conformidade, voc┷ deve conquistar de fato seus colegas e as partes interessadas internas.
Com base na experi┷ncia do setor e no sucesso recente do Banco Santander, apresentamos aqui nossa vis?o sobre como influenciar as pessoas em toda a sua organiza??o para gerar resultados comerciais mais eficazes.
Marvin Storey, que j│ ocupou cargos de lideran?a na │rea de experi┷ncia do cliente (CX) na Samsung e na HP, acredita que, antes de os l┴deres de experi┷ncia do cliente fazerem qualquer afirma??o ousada sobre o que a empresa como um todo deveria estar fazendo, eles devem come?ar por dominar sua pr┏pria │rea: demonstrar resultados tang┴veis e buscar parceiros dispostos a colaborar antes de expandir os esfor?os por toda a empresa.
^Pense na sua │rea de influ┷ncia. Por exemplo, se voc┷ faz parte do departamento de opera??es de atendimento ao cliente, n?o se concentre em convencer as equipes digitais, de produto e outras a fazer uma grande mudan?a ̄, diz ele. ^Crie seu pr┏prio programa ! um que ou?a os clientes e produza resultados reais. Concentre-se em transformar os insights em a??es concretas e em gerar um valor para o cliente mensur│vel ( ROI). ̄
Ser capaz de demonstrar esse tipo de sucesso lhe dar│ a base necess│ria para, eventualmente, quebrar os silos e influenciar │reas da empresa que est?o al└m do seu escopo de responsabilidade. ^Quando voc┷ tiver sua casa em ordem e puder quantificar e mostrar resultados ̄, acrescenta ele, ^todos v?o querer embarcar no trem do seu sucesso, e a lideran?a vai defender que a organiza??o se junte a voc┷ assim que vir seus resultados ̄.
Para citar um exemplo da vida real, podemos nos basear no sucesso recente do Banco Santander. H│ alguns anos, o banco passava , e a equipe de experi┷ncia do cliente (CX) n?o havia sido consultada sobre nenhuma das decis?es que afetariam os clientes.
Em vez de pedir que outros departamentos mudassem sua forma de operar, a equipe deu um passo atr│s e se concentrou em comprovar seu valor. Eles criaram um mapa de calor que segmentava os clientes por risco e valor, fornecendo ┐ empresa dados concretos sobre exatamente de onde viria a perda de clientes caso a transi??o n?o fosse conduzida com cuidado. Em seguida, eles se envolveram diretamente na execu??o, assumindo a responsabilidade por fluxos de trabalho estrat└gicos e comunica??es, para que a empresa pudesse ver em primeira m?o como a experi┷ncia do cliente (CX) impulsionava os resultados.
Assim que a equipe de 掘恰沿艶姻庄┷稼界庄温 do Cliente (CX) do Santander conseguiu apresentar resultados mensur│veis, a confian?a se consolidou naturalmente, e outras equipes passaram a inclu┴-la nas principais decis?es. A equipe n?o precisava mais lutar para ter voz nas discuss?es.
Os l┴deres executivos muitas vezes n?o d?o tanta import?ncia aos ┴ndices de experi┷ncia do cliente (CX). Seu foco est│ na redu??o de custos, na mitiga??o de riscos e no aumento da receita. O mesmo se aplica ┐ maior parte da organiza??o ! as equipes de produto, digital e de opera??es s?o normalmente avaliadas com base em seus pr┏prios KPIs, e └ improv│vel que uma proposta centrada exclusivamente em m└tricas de CX consiga convenc┷-las.
Para conquistar o apoio deles, reconsidere sua abordagem. ^Quando voc┷ come?ar a entrar em contato, sua mensagem precisa ser voltada para os neg┏cios ̄, diz Marvin. ^N?o se concentre no NPS ou no CSAT, a menos que isso seja importante para a lideran?a. Fale a linguagem do que └ importante para a lideran?a, a fim de estabelecer uma parceria com ela e ajud│-la a atingir seus principais objetivos para o ano. Concentre-se no que ter│ maior ROI para a empresa. ̄
Quando voc┷ conseguir falar a l┴ngua deles e quantificar os resultados, vai conquistar a aten??o deles.
Parte do sucesso do Santander em impulsionar a execu??o da experi┷ncia do cliente (CX) foi resultado da decis?o de deixar de discutir com a alta dire??o sobre o NPS e os ┴ndices de satisfa??o do cliente. Embora a equipe de CX ainda valorizasse a medi??o de ambos, no fim das contas, o que estava em jogo era a capacidade de reter os clientes. ^Isso tudo dizia respeito ao neg┏cio e ao risco para o neg┏cio, caso n?o ag┴ssemos de forma ponderada e intencional ̄, explica , diretora de CX do Santander.
A equipe mudou o foco da conversa, deixando de se concentrar nas pontua??es de experi┷ncia do cliente (CX) para discutir os KPIs que mais importavam para a empresa naquele momento: dep┏sitos, reten??o, rotatividade e crescimento.
Espera-se que a fun??o tradicional de lideran?a em CX se limite a monitorar m└tricas de experi┷ncia e relatar quaisquer mudan?as. E assim por diante. No entanto, ficar apenas de olho nos ┴ndices revela apenas o que j│ aconteceu e raramente leva ┐s a??es r│pidas e necess│rias que afetam os resultados financeiros.
Aqueles que est?o transformando a experi┷ncia do cliente n?o est?o apenas medindo; est?o liderando como verdadeiros agentes de mudan?a: transformando insights em influ┷ncia e usando essa influ┷ncia para impulsionar toda a organiza??o.
O Santander └ um exemplo disso. Em vez de pedir mais recursos, a equipe fez o contr│rio: passou a exigir disciplina, concentrando-se na governan?a e nos comportamentos que estavam totalmente sob seu controle. Embora o banco j│ tenha sido o que Kristin descreveu como ^rico em insights, mas pobre em a??o ̄, isso mudou no momento em que a equipe deixou de tratar a experi┷ncia do cliente (CX) como uma fun??o de relat┏rios e passou a trat│-la como um mecanismo operacional de tomada de decis?es.
Desde essa mudan?a, o Banco Santander obteve uma economia de US$ 6 milh?es, superou suas metas de reten??o e alcan?ou uma taxa de perda de saldo dos clientes menor do que o esperado.
Ao se empenhar, provar seu valor desde o in┴cio e alinhar os insights de experi┷ncia do cliente (CX) com o valor comercial, voc┷ ter│ o que └ preciso para conquistar os colegas e influenciar a organiza??o. Voc┷ construir│ parcerias internas aut┷nticas que transformar?o a experi┷ncia do cliente (CX) de um simples centro de relat┏rios em um motor inestim│vel e influente, capaz de impulsionar o sucesso de toda a organiza??o.
E, nesse processo, voc┷ se tornar│ um l┴der ainda melhor na │rea de experi┷ncia do cliente ! um verdadeiro agente de mudan?a.
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